Após nossas aventuras pela Alta Montanha, pegamos o ônibus para Santiago como o Matheus já falou.
Bom, escolhemos a empresa que é mais barata (SEMPRE), mas dessa vez não foi muito legal, a pouca economia foi de 5 pesos que nos fez pagar 55 pesos ao invés de 60. Beleza... esperamos o ônibus, que chegaria na plataforma 17. Quando chegamos lá, vimos um outro ônibus da empresa TURBUS, que também iria pra Santiago, porém às 11:00 e o nosso era 10:50. Até aí tudo bem. Perguntamos se era o nosso ônibus e disseram que não era. Ficamos desesperados porque este foi o único ônibus com plataforma marcada, então fomos até o guichê e perguntamos onde pararia o ônibus, fomos informados que pararia na plataforma 15, ok.
Chegou nosso ônibus! Entrou logo de cara para a lista dos piores que já pegamos. Só de avistar que não existia aquela porta que separa a cabine do motorista dos passageiros. Beleza isso não seria problema se a gente não estivesse nas poltronas 1 e 2 logo atrás do motorista, vendo tudo o que ele fazia. Mas o que nós não sabíamos ainda era que depois de entrar no Chile, existe uma estrada com diversas curvas ultra fechadas em forma de zig-zag (uma descida). O pior que ao lado dessas curvas existe um abismo enorme e o motorista necessitava passar muito rente para poder virar com facilidade,tomando a contra-mão, nas primeiras curvas foi desesperador, mas depois foi super tranqüilo.
O que nos impressionou foi a alta segurança que existe na Alfândega Chile. Lá existe muito rigor ao entrar com comida, medicamentos e outras coisas. Nós entramos com comida, medicamento, ou seja, tudo o que era proibido e que falaram conosco que teríamos de jogar fora para entrar no Chile, sem contar da enorme revista que existe, e esqueceram de revistar os passageiros. INCRÍVEL! Tamanha segurança em nossa pouca permanência na Alfândega de 3 horas. Terminada a viagem chegamos à rodoviária de Santiago, sem um Peso Chileno. Ao compararmos os preços vimos que aqui tudo é um pouco mais caro, pensamos em voltar direto para a Argentina e de lá seguir nossa viagem, mas resolvemos ficar.
Fomos ao Banco do Brasil, depois procuramos um albergue, o Plaza de Armas Hostel, no dia 19 ficamos no albergue e olhamos como ir para San Pedro de Atacama, mas nos informamos que o passeio turístico que inclui o Deserto do Atacama e Salar Uyuni não está sendo feito por causa do carnaval na Bolívia, então desanimamos, fomos pensar no nosso roteiro.
Já no dia 20, demos uma volta por Santiago, conhecemos boa parte, exceto os Museus que pagam para visitar. A cidade é muito bonita e moderna. É realmente uma capital nacional. Sentimos a diferença cultural que existe com o Brasil. O que impressionou foi a quantidade de ônibus coletivos que rodam por aqui no sábado. Santiago é a cidade que possui a maior frota de ônibus do mundo. Após conversarmos com muitos brasileiros, já que essa raça está por todo lado do mundo, onde quer que você pensa em ir já tem algum brasileiro lá.
Decidimos por volta de 1 hora da manhã que iríamos para o Deserto do Atacama e visitar o Salar do Uyuni no dia 06/02 que é o dia que a empresa de turismo volta a fazer o passeio.
Fotos do passeio:
365 curvas:
Ao fundo, Cordilheira dos Andes:
